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terça-feira, 25 de junho de 2013

confiante

a mídia, a mídia... o que é a mídia, afinal?
a mídia é algo em que não se pode confiar. qual a novidade nisso? nenhuma, digo eu.
vivemos num mundo dominado pelo mercado, pelo dinheiro, pela venda. a mídia vende informação; a demanda do mundo não é por verdade, é por informação. filosófico isso? nem tanto, pensemos por um momento se queremos saber a verdade sobre nós mesmos... 
mas, então, num mundo dominado pelo dinheiro, em quem podemos confiar?
tempo atrás meu filho foi a um bom médico, de horário difícil, agenda cheia e tal. meu filho estava com uma cicatriz esbranquiçada de um machucadinho sobre o qual o médico vaticinou que só iria desaparecer se ele usasse uma loção de trocentos reais feita numa farmácia que, para facilitar a nossa vida, deixava já no consultório uns papeizinhos, que beleza.
chegou em casa e eu disse: necas. vai comprar, não; vai usar nada; vai brincar no sol que isso some. chororô daqui e dali, mas eu bati o pé. tempo depois, cadê o sinal? sumiu.
e vejam, o médico é realmente bom. acerta muitas vezes. mas vive no mesmo mundo que eu, tem a mesmas necessidades que eu e, principalmente, as mesmas impurezas que eu. o que esperar? esperar por um horário para a próxima consulta, pois que é um bom médico.
a mídia virou uma desgraça absoluta no mundo, como se o mundo fosse outra coisa que não uma desgraça! 
as pessoas falam de não confiar, como se algum dia tivessem podido ou irão poder. 
o professor de dhamma ricardo sasaki, não lembro agora se num texto ou numa palestra, falou uma coisa muito simples e, por isso mesmo, fundamental, que me fez a diferença: é da sabedoria apreender as leis gerais. isso faz uma tremenda falta nestes momentos de crise. a lei geral aqui é: não confie, ponto. tudo é incerto, tudo é condicionado, tem sempre muito mais acontecendo por debaixo do pano, coisas que, se formos querer saber, vai nos levar a uma regressão infinita, ou no mínimo até o big-bang. isso não é derrotismo, embora pareça. é só minha opinião sobre como contribuir para um mundo menos ruim numa realidade em que só o menos ruim é possível, com menos expectativa e menos decepção. há muito por trás das ações nas ruas, das respostas dos governos e da abordagem da mídia. ouça todos eles, reflita sobre tudo, questione e, principalmente, não espere nada em que possa confiar. e faça tudo o que puder por um mundo menos ruim. dá para confiar em você?

   
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