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quinta-feira, 5 de março de 2015

você é luz. é raio, estrela e luar.

o wando disse. 
agrada a muita a gente.
também agrada qualquer visão de mundo que nos afirme parte de algo luminoso, transcendente, sublime e divino.
o buddhismo registrado nos suttas antigos, aquele considerado mais próximo do Buddha no tempo e no espaço, às vezes mela um pouco com nossas esperanças de sermos assim como disse o wando.
vejamos o corpo.
o corpo, naqueles suttas, é descrito como coisa repulsiva, fonte de preocupação, estresse, dores e odores. algo que nos engana, nos toma tempo, nos escraviza e submete para, no fim, vir finalmente a se explicitar tão apreciável quanto um cocô de cachorro.
nos resta a mente. 
mas que também não é lá esta coisa que queríamos que fosse. aquilo assim meio luz eterna, una com o 'universo', verdadeiro eu, raio, estrela e luar...
vejamos o que diz o Buddha no mahatanhasankhaya sutta:

 da mesma forma como o fogo é designado pela condição particular de dependência, dependendo do que ele arde – quando o fogo arde na dependência de lenha, ele é designado um fogo de lenha; quando o fogo arde na dependência de gravetos, ele é designado um fogo de gravetos; quando o fogo arde na dependência de capim, ele é designado um fogo de capim; quando um fogo arde na dependência de estrume de vaca ele é designado um fogo de estrume de vaca; quando um fogo arde na dependência de palha, ele é designado como um fogo de palha; quando um fogo arde na dependência de lixo, ele é designado um fogo de lixo – assim também a consciência é designada pela condição particular de dependência, dependendo do que ela surge.

ou seja, consciência é um fenômeno dependente como outro qualquer: olho, mais forma, mais faculdade de visão, é igual a consciência visual. ouvido, mais som, mais faculdade de audição, é igual a consciência auditiva. 
e assim sucessivamente.
experimentar isso de forma precisa, direta, sem intermediação intelectual parece ser o que possibilita conhecer a meta buddhista que é a segunda parte de tudo o que o Buddha ensinou, a saber:

“bhikkhus, tanto antes como agora o que eu ensino é o sofrimento e a cessação do sofrimento."
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