Buscando...?
sábado, 14 de setembro de 2013
filosofia buddhista sem mistério
domingo, 28 de julho de 2013
Concluindo...
A tradução "sofrimento" para a palavra dukkha certamente carece de explicação, e quanto melhor a explicação menos carecerá de substituição.
O buddhismo desde sua origem, e talvez mais claramente em sua origem, é uma doutrina que proclama o fim do mundo, o fim do mundo concebido. A primeira nobre verdade é a ignição do processo, é o choque inicial sem o qual o motor do dhamma não gira. Toda tentativa de evitar a palavra "sofrimento" me parece uma tentativa de girar o motor sem ignição. O questionamento a se fazer, ou a se fomentar, não é SE o Buddha usou a palavra "sofrimento" mas POR QUE o Buddha usou a palavra "sofrimento". Esta me parece ser a forma adequada de fazer bom uso da energia inicial, do choque. Começar tentando amenizar, adoçar, só leva a convergir um caminho proposto para divergir, a manter o mundo que precisa ser decomposto.
terça-feira, 23 de julho de 2013
sofrimento é melhor
domingo, 8 de agosto de 2010
presente
"...A Aninha disse que o pai dela bebe..."
"É, filho, não é o fim do mundo... Cê sabe, né? O Vô, por exemplo, toma lá as cervejinhas dele... Não é porque o pai não bebe que você deve achar que quem bebe é bandido, viu filho?! Beber é um costume, até certo ponto, normal na nossa sociedade. O exagero e a irresponsabilidade é que são problemas..."
"Tipo beber e dirigir, né pai?"
"Isso! Isso mesmo! Você sabe por que o pai não bebe?"
"Hmmm... Cê não gosta...?"'
"É, nunca achei muito gostoso não... Mas o motivo mesmo é outro. O lance é o seguinte: você sabe que o pai medita, né? E para que o pai medita?"
"Para ficar mais calmo...?"
"He, he... E para ficar mais lúcido, sabe? Ver as coisas com mais clareza na mente... Ter uma visão mais clara do mundo... E o que a bebida faz?"
"Deixa bêbado!"
"E um bêbado não vê as coisas com muita clareza, né?"
"He, he..."
"Então, como que eu vou fazer uma coisa e mais outra que é o oposto daquela?"
"Que nem fazer um muro num dia e derrubar no outro..."
"Isso! Isso mesmo! Entendeu, né?"
"Entendi... Sabe pai, por isso que eu gosto de conversar com você! Você explica bem as coisas... Fala de uma coisa aí põe outra no meio que explica a outra coisa... Fica melhor de entender!"
"Que bom, filho! Eu também gosto muito de conversar com você! O pai gosta de explicar porque gosta de entender. A gente precisa ser assim: aprofundar-se nas coisas, esclarecer... Quem fica na superfície é bolha."
"He, he, he... É pai! É isso mesmo!"
Desafio a um eventual pai que ler este texto a dizer que ganhou presente melhor!!
domingo, 24 de agosto de 2008
N C O - II
Penso, então, que "correto (a)" deve ser entendido, principalmente, em relação ao objetivo final do Caminho, ou seja, à erradicação de dukkha.
De acordo com esse raciocínio, então, no Buddhadhamma e, especificamente, no Nobre Caminho Óctuplo, correto é aquilo que atua para a diminuição e erradicação de dukkha e, o seu oposto, aquilo que contribui para a manifestação e continuidade de dukkha.
Parece-me que, colocada nestes termos simples, esta definição ajuda a estabelecer bases firmes e seguras para todo processo de compreensão e prática que, deste ponto, tende naturalmente ao aprofundamento.
Speech by ReadSpeaker