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Buscando...?

domingo, 8 de fevereiro de 2009

Felicidade = Facilidade

O Buddha, antes de ser o Buddha, era um príncipe de um poderoso clã hindu. Como tal, prazeres sensuais eram uma constante em sua vida. E também acesso a atendimento médico da melhor qualidade, boa e farta comida, cultura, enfim, uma vida de príncipe. E o que ele fez foi deixar tudo isso para trás e sair pelo mundo pedindo esmola.
E meditando e estudando, é claro, em busca de algo que fosse satisfatório, que fosse final, que fosse a paz.
A visão da insatisfatoriedade dos objetos dos sentidos não é uma coisa simples e fácil de se conquistar, mas isso não significa que podemos, como buddhistas, abdicar dela. Uma parte significativa desta busca é reconhecer o papel da 'felicidade' em nossas vidas de buddhistas.
Boa parte daquilo que entendemos como felicidade é o acesso que temos aos bens materiais. Prazeres sensuais, acesso a bons médicos, boa e farta comida, cultura, enfim, uma vida... como todo ser humano deveria ter. E qual é o papel desta 'felicidade'? Penso que boas condições devem ser vistas como fatores que facilitam a busca pela transcendência e só. É mais fácil meditar sem fome e com o corpo são. O próprio Buddha veio a constatar após um período de ascetismo extremo!
Por mais triste e revoltante que seja, a realidade é que uma vida de encanto e deleite com a felicidade mundana, isso para não falar em uma busca sedenta por ela, é incompatível e inconciliável com o ideal buddhista. Uma vida feliz, nos moldes em que prega o mundo, se não for vista como apenas uma facilidade com a qual podemos contar para trilhar o caminho, torna-se um forte empecilho.
Eu acho.
Nenhum de nós precisa sair por aí pedindo esmola de uma hora para outra, mas devemos tirar um ensinamento do exemplo extremo do Buddha. Um claro, óbvio e inquestionável ensinamento sobre o papel da 'felicidade' em nossas vidas.

sábado, 7 de fevereiro de 2009

Causas e Condições II


Pensando em termos de condicionalidade, diante dos gostos e desejos passamos a nos comportar como a criança que puxa a barba do Papai Noel.
As condições do que é tão único, tão nosso, tão nós, se insinuam. O momento influencia, nossa disposição mental, nossa condição física, o tempo, o lugar... Enfim, são tantos os fatores que compõem os nossos quereres que eles e, em inevitável consequência, aquele que quer, assumem a aparência de uma projeção, um jogo, (de) sombras e cores, uma mistura e, não mais, um.
Os gostos e desejos podem não ser o que sempre pareceram ser, e dessa desconfiança o próprio status do eu fica abalado...

domingo, 1 de fevereiro de 2009

Anicca, Dukkha, Anatta

...me parece ser uma tarefa mais promissora contemplar as três características numa taça de sorvete que num câncer de fígado...

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