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Buscando...?

domingo, 5 de fevereiro de 2012

coloquial

...mas você não queria a vaga!?
queria! claro!
mas não parece!
por quê?!!
parece que não está nem aí de não ter conseguido...
mas estou 'aí', sim! hehehe.
mas não parece... parece que está tudo bem com você...
mas está tudo bem... o que não significa que eu não esteja triste... está tudo bem em estar triste...
isso é esquisito...
não é muito... eu posso estar triste mas não sacrifico o real em nome do imaginário...
tá. agora explica esta beleza de frase...
o estar em paz agora não pode ser sacrificado em nome do imaginário estar em paz do futuro...
explica mais, meu...
eu não vou me torturar por conta de não ter conseguido uma coisa. o que eu efetivamente tenho agora é mais importante, por exemplo, poder estar em paz estando triste!
meu, cê tá lendo muito paulo coelho...!
hahahaha... na verdade só li brida e o alquimista. e muito antes dele virar imortal! mago para mim só existe um: o Sara.
what?!!...
o Saramago.
ai!! essa deu vontade de voltar pro trabalho...
hahahaha! vão bora!!


quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

o problema da identidade

o problema da identidade é que mesmo quando tendo mais cabelo, menos rugas, olheiras e gordura eu consegui sair tão mal naquela foto, imagina hoje!
na verdade este é o problema do documento de identidade. 
o da identidade é ainda mais sem graça.
identificar-se como qualquer coisa é realmente como amontoar bolhas de sabão sobre a superfície da água. o negócio se espalha, estoura, dissolve-se enquanto continuamos absorvidos na inútil tarefa.
mas basta pararmos para olhar com atenção, vermos a dinâmica da coisa para desistirmos, ao menos até a próxima descuidada, de continuarmos com aquilo.
qualquer identidade que nos atribuímos traz problemas.
minha fonte de néctar neste aspecto é Ajahn Buddhadasa.
como ele ensina, qualquer coisa com a qual nos identificarmos trará problemas: um bom, um mau, um legal, um triste, um chato, um alegre, um festivo, um problemático, um sábio, um vencedor, um perdedor... qualquer identidade é uma tentativa frustrante de conter a correnteza do existir.
deixemos que os outros pensem algo de nós, mas não façamos o mesmo. vamos nos manter observando o processo.
até o fim.

Speech by ReadSpeaker