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sábado, 11 de julho de 2009

Susan B.

Susan B. provou acidentalmente a si mesma e ao mundo que podemos fazer muito mais do que nos fazem acreditar. Mesmo que um prêmio Nobel sustente esta crença.
O B é de Barry.
Susan Barry é uma neurocientista americana de 55 anos que aos 48 corrigiu um problema cerebral o qual estudos, inclusive ganhadores do Nobel, indicavam que após os 2 anos de idade não haveria mais conserto. Corrigiu o problema re-educando o cérebro, pode-se dizer.
Graças a um estrabismo de nascença, o seu cérebro aprendeu a ver o mundo em duas dimensões apenas. Como numa foto ou história em quadrinhos. Sem a noção de profundidade. Ela só descobriu esta sua deficiência cerebral quando estava na faculdade! E, na faculdade de neurobiologia, aprendeu que a capacidade de processar as informações visuais em 3D só se desenvolve até os dois primeiros anos de vida, no máximo. Quer dizer, só restava a ela se conformar com o problema recém descoberto...
Aos 48 ela precisou fazer uma reabilitação por conta de dificuldades decorrentes de seu estrabismo, mas com os exercícios que lhe foram passados, cujo objetivo era apenas o de estabilizar a sua visão, percebeu que estava começando a enxergar a profundidade das coisas! Descobriu que estava mudando a forma de seu cérebro entender o mundo aos 48 anos de idade! E com aplicação continuada dos exercícios, corrigiu completamente o defeito.
Não é incomum ouvir de praticantes de Dhamma: "Ah... eu já estou com Xizento e xizis anos...! Não dá para esperar muita coisa, né?" Bom, agora, além da palavra do Buddha e da história de vários de seus discípulos, temos também a neurociência que, graças a casos como este narrado acima, vem mudando radicalmente o que pensava saber. A neuroplasticidade, princípio que afirma o poder auto-transformador do cérebro, se revela muito mais poderosa a cada dia. Somos, sim, capazes de mudar a nossa forma de ver e de nos relacionar com o mundo e com a vida independemente das dezenas que carregamos nas costas. É científico também, viu?
Bastam vontade e os meios corretos.

Fonte: Revista Superinteressante de julho.
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