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Buscando...?

segunda-feira, 18 de novembro de 2013

the book is on the table. and i will translate it.

um amigo de dhamma me disse que poderia ser útil para alguns falar um pouco do meu hobby de tradutor de textos buddhistas. all right.
para todo aquele que deseja traduzir, me parece óbvio que a leitura é fundamental. seja do idioma a ser traduzido, seja do para o qual vai traduzir. quando cheguei ao theravada já estava praticando e estudando buddhismo e meditação no que havia disponível próximo de mim: um centro mahayana, buddhismo tibetano. mas minha natureza de buscador me impulsionava a cavucar as raízes daquilo. a cada menção que lia a respeito de hinayana e, menos vezes, de theravada, atiçava meus interesses, eu levantava as orelhas e abanava o rabinho.
aí me surgiu a internet. me embrenhei na mata e vi que a maior parte do material que havia sobre o theravada está em inglês. há um pouco em espanhol também. o que fazer? eu tinha estudado inglês havia um tempo, mas o impulso veio quando, tendo feito contato com o professor ricardo sasaki, do centro de estudos buddhistas nalanda, ele me perguntou se não gostaria de traduzir um pequeno texto para publicar na rede. topei. havia um programa tradutor no pc, então vamos ver no que dá.
os primeiros resultados foram fraquinhos, mas tive mais facilidade do que esperava. entregando o primeiro pedi mais um e depois outro e outro e não parei mais.
vou ficando menos ruim com o tempo e hoje leio muito mais em inglês do que em português. claro, com a ajuda da tecnologia atual. então, passando efetivamente para o que realmente pode ajudar, vou compartilhar as minhas ferramentas e modo de trabalho.
leio principalmente num tablet android com os seguintes apps: https://play.google.com/store/apps/details?id=tool.ebook.pdf.reader https://play.google.com/store/apps/details?id=org.pdf.and.djvu.reader  https://play.google.com/store/apps/details?id=org.ebookdroid
estes apps me permitem muitos recursos tais como marcar trechos, comentar, fazer anotações...
e o melhor dicionário gratuito que encontrei me ajuda com palavras e expressões que meu ínglich não alcança: https://play.google.com/store/apps/details?id=com.akdevelopment.dict.enportug2.free
quando um texto me é enviado para tradução, ou eu escolho um para traduzir, eu uso o https://support.google.com/translate/toolkit/answer/147809?hl=pt-BR uma paltaforma de tradução disponível para todos que tenham conta no google. acho excelente, é cheia de recursos dos quais não utilizo nem um terço. somo a ele um plug in do navegador firefox chamado im translator, muito bom também e com um bom dicionário.
para ajuda com o português eu uso http://aulete.uol.com.br/ tanto na versão on line quanto a instalada no pc fora outros incontáveis dicionários e tradutores on line que abundam na rede quando algum destes que citei não me convence.
então é isso.
se alguém deseja contribuir para a difusão do dhamma no brasil e ainda não sabia como, aí está minha humilde dica. de quebra ainda faz um improvement no english.
the book is in the tablet.

sábado, 19 de outubro de 2013

saṃsāra

que caos!
barulho
tumulto
stress

gente correndo
comigo e contra mim
vozes, gritos, cores, calor, frio
carros, obrigações, gente, gente, gente

CHEGA!

e se eu meditasse?

sento
concentro
relaxo
chego
fico
paz

ah
a paz
deleite que é o centro
fico
a paz
aqui
relaxo
a paz

ah
a paz
legal
a paz
fico

ah
a paz
ah

a paz

mas...
não

ah
a paz
ah
 a paz

...

rapaz...
e se eu ligasse a tv?


sexta-feira, 4 de outubro de 2013

arredondadores da roda

recebi link para uma matéria e uma entrevista com um novo sábio. quem me enviou queria saber se eu conhecia. fui lá. e concluí que o novo sábio é mais um daqueles que eu costumo chamar de arrendondadores da roda. porque nada vejo surgir de novo das palavras que ajuntam. o arredondador em questão, pelo que li sobre, escreveu já mais de mil páginas conectando vários ramos do saber humano rumo a uma holística integração de tudo. e do resumo das suas ideias nada me iludiu.
as obras dos arrendondadores me causam a sensação de legos. você passa um tempo montando e resulta um carrinho, uma nave ou outra coisa já sabida de antemão e, por si mesma, sem graça e precária. o prazer esteve em encaixar as peças. o valor do resultado final depende é da imaginação. 
é assim com os arrendondadores: o prazer está em montar o palavrório e levitar nos loopings filosóficos. e só. o resultado final é algo já sabido. mas queremos que seja novo.
os arrendondadores tem admiradores. 
nossa tendência, conforme explana o bhante katukurunde ñāṇananda e como já publiquei por aqui recentemente citando o erudito david kalupahana, é nos encantar pelo complexo e nos cegar para o simples. por mais, e quanto mais, evidente seja, mais buscamos pelo oposto. considerando isso, vislumbramos amplitude e profundidade até então talvez não aparentes na afirmação do Buddha de que seu ensino ia contra a corrente do mundo. uma afirmação simples e clara como sempre.
atualmente penso eu que, para nós, macacos pelados, a compreensão de anicca, dukkha e anatta (impermanência, sofrimento e não-eu) é o que basta para uma vida, seja como tarefa, seja como solução. nada mais eu vejo como necessário. mas a contemplação destas três características implica em confrontar, além daquela paixão pelo complicado, uma outra que nos alimenta essa antipatia pelo simples: a de querermos ser divinos. a mesma inteligência que nos faz símios capazes de saber a evidente miséria, vanidade e instabilidade do existir, nos torce o olhar para o alto, para a criação das mais variadas opções de redenção e divindade e fuga do óbvio. 
enquanto sob os pés o chão continua a ruir, os corpos a contrariar, as mentes a criar do nada coisas cujo único propósito é continuar surgindo e perecendo.

Speech by ReadSpeaker