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sexta-feira, 23 de outubro de 2009

simples

O Buddha diz que o todo pode ser encontrado aqui neste corpo. O todo é o cosmo. Nossa experiência do mundo é o todo. E é tudo de que precisamos.
Um sentido profundo desta afirmação é a irrelevância de conceitos, idéias, crenças para alcançarmos a meta. Nos basta observar ardente e atentamente o todo de que dispomos.
Mesmo palavras que com o tempo foram mitificadas (e mistificadas) tais como nibbana e suñña, eram de uso corriqueiro no tempo do Buddha. Assim ele ensinava. Com o dialeto popular de sua época e com palavras simples. O uso que fazia de símiles, parábolas é fabuloso. O fascínio pelos símiles do Buddha é uma coisa que só cresce a medida que a experiência na prática do Seu ensinamento se aprofunda.
Do aqui e do agora para a transcendência.
O Buddha começa de uma constatação: a onipresença de dukkha. E, a partir disso, não elabora teorias, não cria dogmas, não especula. Nos aconselha meramente a fazer como ele próprio fez: cultivar a mente, nos tornar-mos atentos e conscientes com base na nossa vida diária, motivações, sentimentos, posturas. Nos ensina a afinarmos esta atenção até o mais elevado grau com base na mera respiração (e isto é a meditação como foi ensinada pelo Buddha!).
No início, o buddhismo me parecia coisa de outro mundo! Algo realmente diferente e fascinante. "A solução para o meu problema só podia ser assim mesmo"... "Era disso que eu precisava para cair fora dessa realidade decadente e opressora".
Hoje, fui descobrindo pelo tempo, nada mais do que a mera realidade é o que me é suficiente.
Nada mais fantástico que aprender a olhar.
Simplesmente.
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