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sábado, 6 de fevereiro de 2010

todos iguais

Assim como eu sou, os outros também são.
Esta fala do Buddha é um maravilhoso pensamento guia para a nossa vida. 
Através da meditação, do cultivo mental, da vigilância e disciplina, começamos verdadeiramente a saber o que é bom para nós. O que nos favorece, o que nos atrapalha. Um saber que é qualitativamente diferente daquela convencional certeza ditada pelos sentidos que dirige insaciavelmente para a experiência do prazer a todo instante. 
Só o saber oriundo da prática meditativa, e não quero dizer só o sentar, fechar os olhos e tal, nos revela a natureza da nossa real necessidade. Esta introspecção, que pode parecer ao mais apressado mais um tipo de egotismo, na verdade é o que fundamenta o desenvolvimento do verdadeiro amor, consideração e respeito ao próximo, ao outro. Daquele reconhecimento interior é naturalmente que surge a vontade de que todos experimentem o mesmo. O desejo de que todos desfrutem de um estado mental que favoreça o conhecimento da realidade nos brinda com um senso de responsabilidade pela mente alheia, pelos estados mentais do outro.  Daí o próximo passo é assumir, consigo próprio, o compromisso de contribuir com a paz no mundo desde um ponto vista mínimo e imediato: manter-se alerta para que aqueles que nos cercam estejam protegidos daqueles fatores mentais cegantes e obstrutores que começamos a conhecer. Tudo vindo da descoberta de que há muito tempo,  sem saber, o que eu queria era a paz e que assim como eu sou, os outros também são.
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