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quinta-feira, 21 de julho de 2011

ligações

Seguem alguns links de interesse buddhista:

http://nalanda.org.br/pdf/famihuma.pdf
Texto de Ajahn Sumedho que trata do que o buddhismo tem a dizer sobre relações humanas. Disponibilizado pelo Centro de Estudos Buddhistas Nalanda.

Mais alguns do Nalanda:

- Sobre dukkha
http://nalanda.org.br/ensinamentos/dukkha

- Sobre meditar
http://nalanda.org.br/meditacao/mente-meditativa

- Sobre o Buddha e Seus ensinamentos
http://nalanda.org.br/sala-de-estudos/o-buddha-sua-vida-e-ensinamentos

- E alguns  áudios
http://nalanda.org.br/sala-de-estudos/podcasts


Blog e Site da Lama Portuguesa do buddhismo tibetano Tsering Paldron:

Respostas dadas pelo monge Ajahn Sujato a algumas questões disponibilizadas pelo site Bosque Theravada: (em espanhol)

http://bosquetheravada.org/2521-bhikkhu-sujato-responde

Exposição dos 52 Fatores Mentais (cetasikas) feitas por um aluno do Venerável Bikkhu Nandisena disponibilizado pelo site Buddhismo Theravada Hispano (em espanhol):

http://www.btmar.org/files/los_factores_mentales.pdf

Pelo mesmo site, entrevista concedida pelo Venarável Nandisena a uma emissora de TV espanhola: (em espanhol)
http://www.btmar.org/content/entrevista-al-ven-bhikkhu-nandisena-en-la-television-espanola-tve-2

E um áudio do Venerável Nandisena sobre o Nobre Caminho Óctuplo:
http://www.btmar.org/content/el-noble-octuple-sendero

E uma nova página do Acesso ao Insight que traz artigos sobre as interações entre a ciência e a meditação:
http://www.acessoaoinsight.net/meditacao_ciencia.php

E há aqui ao lado no "Mapas no Caminho"!
Bons estudos!









segunda-feira, 4 de julho de 2011

sem graça

Acharam que eu não fosse mais escrever por aqui. Eu também achei. Há estes momentos na vida: a graça some de onde havia. Depois volta. Este último ainda não é o caso.
E, para mim, tem havido fases de uma sensação de imersão tão acentuada no dhamma que a realidade ocupa o espaço todo. Não sobra muito tempo para pensar na vida.
Mas numa das subidas em que esqueço de lembrar que respiro, eis que conversava sobre esta, para mim, curiosa onda de alegria que assola o nosso avijja ambient: tem muita gente engraçada por aqui. E eu digo na mídia, especialmente TV. Muitos programas de humor, muita entrevista engraçada, muita novela engraçada, jornal engraçado, reportagem engraçada, concursos de piadas, graça para todo lado! É só uma impressão, pois eu fico sabendo que estão assistindo TV muito mais do que eu mesmo assisto. E ouço os comentários dos momentos hilários que são transmitidos e vejo as pessoas rindo. Não acho que rir seja algo sempre ruim, óbvio, nem me incomodo com a alegria alheia mas, no meu mundo, a Terra da Alegria está no mesmo continente do País da Estupidez.
Comentava o assunto com alguém que disse que "é por que a vida é triste..." Será? Não sei. Se for por isso ela deve estar mais triste do que sempre foi?... O que eu sei é que me enjoa. Rir demais cansa. Preciso de um pouco de tristeza vez em quando. E olha que enquanto pensava sobre o assunto, que interessante, me apareceu este texto que joga uma luz sobre uns pontos a que minha lanterninha não alcança. E, cereja do bolo, finalmente assisti ao Tropa de Elite 2 que é uma aula, do meu ponto de vista, dentre outras coisas, de auto-engano e boas intenções gerando maus efeitos, além de um balde de água fervente na alegria que se possa estar sentindo, menos aquela, talvez, de contemplar o fato de que não há felicidade no mundo.
Dito isso, a que conclusão posso chegar? A nenhuma! Desculpe a quem tenha insistido até aqui. Mas eu avisei, lá no começo, que as coisas estavam meio sem graça por estas bandas...

quarta-feira, 29 de junho de 2011

responder não ofende

O que é o buddhismo, afinal?
É o nome dado pelo Ocidente ao que foi registrado como sendo as palavras daquele conhecido como o Buddha. A palavra Buddha significa desperto, é um título, e foi dado a um príncipe hindu também chamado Sakyamuni, ou "sábio dos Sakyas", clã ao qual pertencia, após Ele ter proclamado o Seu Despertar. O Despertar do estado de existir ignorando a realidade.
O príncipe parece ter sido de mentalidade inquieta. Mesmo em sua juventude, sem ter sido tocado diretamente por ele, incomodou-se com o sofrimento da existência e num dado momento decidiu que mais importante que uma vida convencional era encontrar a solução para aquele incômodo. Depois de alguns anos de busca acreditou ter alcançado o fim que buscava, o fim do sofrimento, que foi a a sua profunda compreensão intuitiva da realidade, tornou-se o Desperto e passou a compartilhar seu despertar com todos que estivessem dispostos a ouvir. A Índia daquela época era fértil de gente disposta.
Pelos próximos quarenta anos ele seguiu ensinando o Seu Caminho que era cuidadosamente aprendido e praticado pelos muitos discípulos que conquistava. Algum tempo depois de Sua morte seus ensinamentos foram escritos e chegaram até nossa época e esta é a fonte daquilo que o Ocidente veio a chamar de buddhismo.
O que ficou registrado das palavras do Buddha, em resumo, foi que o sofrimento existe e deve ser meticulosamente investigado e conhecido; o sofrimento tem uma causa que deve ser abandonada; o sofrimento tem um fim, que deve ser realizado; há um método, um Caminho, uma disciplina que promove este fim, e deve ser praticada. Estas quatro afirmações são as Quatro Nobres Verdades. Nobres por que penetrá-las torna nobre o indivíduo que o faz. A visão de realidade realizada e proclamada pelo Buddha, aquela para a qual Ele despertou e que é o fundamento da funcionalidade do Seu método é a Condicionalidade. Esta visão postula que existir é um processo causalmente condicionado até os mais sutis aspectos. Assim, o despertar, o mesmo que o fim do sofrimento, é o fruto da interrelação de uma estabilidade de percepção que permita o aprofundamento da consciência desta realidade e da ação em conformidade com ela.
A pergunta feita acima surge de alguma dificuldade que existe em se classificar a disciplina do Buddha em alguma categoria do conhecimento humano. Comumente as pessoas dizem ora que o buddhismo é uma filosofia, outras que é uma religião, outras que é um modo de vida e, mais recentemente, tem surgido a idéia de que é uma ciência da mente!
Nenhuma destas classificações me parece errada mas todas, se tomadas isoladamente, são insuficientes. O Buddhismo é tudo isto e mais alguma coisa que surgir, talvez. E eu creio ser impróprio alguém se afirmar buddhista se não há cada uma destas categorias implicadas na concepção daquele que se afirma.
Quem sabe uma outra hora eu exponha o porquê de meu entendimento ser desta forma. Por enquanto acho que respondi a pergunta sem ofender ninguém.

Speech by ReadSpeaker