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sábado, 25 de abril de 2009

E Aí, Peixe?


Se perguntássemos a um peixe: "Ei, peixe! Como está a água?" Ele provavelmente nos olharia de volta e perguntaria: "Mas o que é água!?" Esta é mais uma que eu não esqueço daquele professor! Não sei de onde ele tirou essa ou se tirou de algum lugar...
Temos a mesma reação que o peixe quando o Buddha nos instrui sobre a natureza de anatta. Estamos tão imersos nessa existência dos eu, meu e meu eu que ficamos sem chão ao considerar o assunto logo de cara. Como o peixe, nós naturalmente não paramos para pensar na visão que temos da natureza da nossa realidade. Quando o Buddha afirma que ela mesma é que é o problema, nos vemos sem alternativa! "Ora, e agora!? Do que Ele está falando!?" Se aquilo que é tudo o que conhecemos é o problema, significa que o problema não tem solução? Significa que o problema, efetivamente, nunca existiu! Diferente da água, que é uma realidade objetiva e externa ao peixe, os eu, meu e meu eu são obra da mente. São artifícios da mente numa iludida interpretação da realidade. Essa necessidade de compactar as coisas em entidades permanentes, por exemplo a certeza que temos de que o eu que inspirou é aquele que expira agora, é que deve ser revelada e dissolvida pela sabedoria introspectiva. Quando começamos a duvidar de nós mesmos, com base naquilo que o Buddha ensinou, a perplexidade, fruto da certeza, começa a diminuir. E, novamente, diferente do peixe que não vive fora da água, nós podemos viver 'fora' do eu. E conforme ensinou e demonstrou o Buddha e muitos de seus discípulos ao longo do tempo, viver muito melhor...

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